Cúmulo da hipocrisia: esquerda europeia culpa Israel por ter eliminado…um sanguinário terrorista!

15 11 2019

PortugalGate

1.A hipocrisia da Europa já não é defeito; é puro feitio. Um feitio irritante de uma realidade política e económica que se encontra completamente exangue, sem perspectiva de futuro e em profunda inquietação quanto ao presente. E como elemento agravante desta tragédia que estão impondo à sociedade europeia, os próprios líderes políticos admitem – sem rodeios, nem hesitações – o seu próprio falhanço: confronte-se as declarações do Presidente francês, Emmanuel Macron, antecipando o precipício iminente da Europa. O Sr. Europa – como Macron era apelidado até há bem pouco tempo – já só tenta sobreviver ao colapso deste projecto político de coordenação e amizade entre nações que a (sempre iluminada!) elite europeia tratou de condenar à morte. A França conhece exemplarmente o significado da guilhotina como símbolo de transformação- ruptura-decadência política: pois bem, esta elite europeia (a que Macron pertence, pese embora as suas tentativas de distanciamento crítico selectivo) impôs…

View original post mais 976 palavras





Todos com medo do CHEGA

26 10 2019

Os comentários no original da publicação estão fechados. A republicação do artigo também esteve temporariamente inacessível.

BLASFÉMIAS

Todos com medo. Jornalistas, “Donos Disto Tudo”, políticos, partidos, avençados, Governo, subsídio-dependentes, oligarcas, os “racistas radicais fascistas” que se dizem anti-radicais e anti-fascistas como a Joacine Katar! Tudo!  As pernas tremem. O nervosismo nem se disfarça.  É porque o CHEGA  é de extrema direita ou coisa que o valha? Não. É porque sabem melhor que ninguém que  vem para acabar com o sistema podre que nos desgovernou  repondo  toda a verdade, transparência e decência que sempre faltou na política portuguesa. Daí o ataque cerrado com conotações abjectas, que sabem serem falsas,  para provocar pavor e insegurança  nos eleitores. Porque o ataque, dizem por aí,  é a melhor defesa: bater “violentamente” primeiro antes de levar uma sova como último recurso para sobreviver. Porque é mesmo disso que se trata: sobrevivência política.

Daí esta palhaçada diária de combate ao CHEGA. Inicialmente pensei que a estória à volta do lugar do deputado Ventura só…

View original post mais 656 palavras





O “segredo” de André Ventura

14 10 2019

BLASFÉMIAS

72083652_10214087217991330_2396149292227100672_n

Não tem papas na língua. Não é politicamente correcto. Está-se pouco lixando para os Focus Group. É intuitivo. É assertivo. É contundente. Sabe comunicar.  Chega a todos. Não é elitista. Não tem medo da verdade. Defende rigorosamente suas convicções. Toca em todas as feridas do país sem receios. É determinado. É teimoso. É genuíno. Sabe liderar. Eis o segredo de André que personifica o CHEGA.

Não é por acaso que todos lhe têm medo. Uma pessoa assim, no Parlamento, de facto,  é assustador. Pior: abre as portas, caso seja bem sucedido, para que entre mais gente do mesmo calibre. O problema? Simples: vai ser o começo de uma oposição forte ao regime que nos desgovernou por mais de 44 anos. É a semente que vai germinar e reproduzir-se de tal modo que vai provocar a médio prazo a implosão do sistema que criou  políticas erráticas que conduziram à maior corrupção…

View original post mais 499 palavras





There is no climate emergency

30 09 2019

https://drive.google.com/file/d/176n2p8PL-aGv-z1FxqnPrp431ybmNIib/view?fbclid=IwAR2Kj3A4klLPmTL4ghAGZaosGlEXeJXaghUtv80xg-MTPvYrpF0vodNQl8I





Moçambique, outro derrotado de Abril74

24 08 2019

O Pica-Miolos

Quando era mais novo, conheci Moçambique pela minha família que lá viveu e amizades que levaram e trouxeram de lá.

Imagens Moçambique Antiga – Pesquisa Google Imagens
Imagens Moçambique Postcards – clicar para aceder ao site com dezenas de fotos

Contavam-me histórias de vivências numa terra que, em comparação com Portugal da altura, era mais avançado, oferecia muito melhor qualidade de vida, enriquecimento para quem se esforçava verdadeiramente, e oportunidades para quem tinha vontade e cabeça para trabalhar, sem importar de onde vinha.

Em anos mais recentes que me tenho inteirado do que aconteceu entre 1960 e 1975 (data do início da 3ª República), não consigo deixar de pensar do gigantesco impacto, verdadeiramente global, daquele dia em que um homem (Marcelo Caetano), escolheu não ordenar a defesa de todos os Portugueses e, do que era até essa data, essa lindíssima e orgulhosa nação.

Hoje sei que o MFA poderia ter…

View original post mais 1.405 palavras





O anti-humanismo do movimento verde

31 07 2019

Durante muito tempo, os marxistas culparam a propriedade privada dos meios de produção de empobrecimento das massas. A gentrificação do proletariado ocidental levou os críticos do capitalismo a atualizar seu cenário catastrófico. Eles se voltaram para a retórica sobre o Terceiro Mundo e como a riqueza dos países do Norte foi alimentada pela pobreza dos países do sul. Mas então  essa  narrativa entrou em colapso quando a globalização tornou o Terceiro Mundo ainda melhor do que antes.

Então agora os marxistas recorrem à ecologia política e a movimentos anti-crescimento para fornecer aos inimigos das sociedades liberais uma nova estratégia: afirmar que as economias de mercado corrompem as sociedades humanas e seu meio ambiente. Pensadores como André Gorz e Pierre Fournier lideram o caminho para deplorar a abundância material que o capitalismo oferece agora. Dizem-nos que isto é conseguido à custa de uma nova vítima: o ambiente.

No entanto, ainda há uma dificuldade para resolver. Como definir esse ambiente que todos deveriam proteger?

Qual é o ambiente?

Tradicionalmente, o pensamento ocidental concebe o ambiente como um conjunto de elementos naturais que o homem pode domar para seu benefício. Um filósofo como John Stuart Mill escreve, por exemplo, que mesmo as técnicas industriais mais avançadas não podem ser julgadas contra a natureza.

Todos incorporam as leis da física, biologia ou química a serviço das necessidades humanas. No entanto, o homem é tão natural quanto os seres vivos com quem ele compete. Não podemos basear uma moralidade na natureza sem ser banal.

O homem, que há milhares de anos usa pesticidas para erradicar espécies hostis à sua segurança alimentar, age tão naturalmente quanto as plantas que produzem substâncias tóxicas contra seus predadores.

O técnico que erradica uma área úmida para controlar os mosquitos portadores de malária normalmente age como o castor que modifica seu ecossistema construindo represas para não ser vítima de outros animais selvagens.

O mesmo vale para o agricultor que transforma uma floresta em um campo de culturas geneticamente modificadas em nome da segurança alimentar; o Prometeu que pensa em geoengenharia para administrar o clima da terra no interesse da raça humana; ou o empresário que compra e privatiza uma reserva natural, tornando-a lucrativa para proteger as espécies que ama.

Mas, para apoiar essas iniciativas, ainda é necessário aderir à premissa da primazia do homem sobre outras espécies vivas. No entanto, essa noção é atacada pelos discípulos da “ecologia profunda”. Eles integraram a necessidade de destruir o pilar moral da civilização ocidental que é o antropocentrismo para desmantelar o capitalismo industrial.

Aliada desses ambientalistas, a filósofa Catherine Larrère escreve que “manter o paradigma antropocêntrico da defesa do meio ambiente é, no final, cumprir com cálculos de custo-benefício tão complexos que você pode sempre encontrar alguma outra solução menos favorável para a proteção. do Meio Ambiente”.

Essa admissão sugere que o discurso ecológico está menos preocupado em proteger um ambiente desejável para a humanidade do que em combater seus elementos humanos. Isso é verdade mesmo quando é justificado em um nível utilitário, isto é, para o bem-estar da humanidade. A solução definitiva para impedir as sociedades modernas é, portanto, perder a utilidade humana de seu status como norma de valor.

Caçando a humanidade

É aqui que entram as escolas “biocêntricas” ou “excêntricas”, que dão valor intrínseco a animais, plantas e ecossistemas primários. Sua retórica é ousada, negando a legitimidade do homem para explorar uma natureza imanente, destrói logicamente a propriedade privada e todos os seus corolários: a disposição livre de coisas, tecnologia, comércio ou indústria inapropriadamente apropriadas.

No entanto, a esquerda intelectual que se precipita nessa lacuna não evita uma contradição. O mesmo movimento ideológico gosta de erradicar todos os vestígios da biologia para explicar nossa relação com a família, a nação ou a economia. “Tudo é construção social”, eles nos dizem.

Mas agora vamos extrair a construção deste domínio eminentemente social que é a relação do homo sapiens com o seu entorno. Muitos ambientalistas, como Christian Lévêque, apontam, por exemplo, que os ambientes “naturais” mais apreciados, como o campo, são muitas vezes o resultado da intervenção humana.

Biólogos que vêem uma correlação entre os meios atribuídos à proteção de uma espécie e sua beleza são os primeiros a testemunhar o papel das percepções culturais e subjetivas na definição de uma natureza ideal. O mesmo vale para os franceses que discutem a oportunidade de reintroduzir o lobo em certas regiões ou com os australianos que querem exterminar milhões de gatos perdidos que prejudicam uma certa idéia de vida selvagem local.

Além da recusa dos ambientalistas em considerar o meio ambiente como uma construção social, há a história de uma natureza primitiva deificada e harmoniosa que ecoa o mito rousseauniano do nobre selvagem. Seus apóstolos negligenciam a brutalidade da lei da natureza e a luta pela existência que isso implica.

Para a ecologia antropofóbica, o homem é a única espécie privada do direito de participar dessa luta. A degradação da humanidade é ainda mais pérfida, pois se baseia na corrupção da cultura judaico-cristã que, juntamente com a filosofia grega, colocou a humanidade no topo da hierarquia das espécies.

Animismo, panteísmo e primitivismo

Em um famoso artigo intitulado “As raízes históricas da crise ecológica”, o historiador norte-americano Lynn White acusa certos tipos de cristianismo de terem cometido o pecado ecológico original.

A missão que Deus confia a Adão e seus descendentes para dominar espécies animais e vegetais teria libertado a arrogância ocidental em relação à natureza. Esse discurso acabou poluindo a mente daqueles que por muito tempo se apresentaram como guardiões do templo do humanismo ocidental.

Em sua segunda encíclica, Laudato si ‘, o Papa Francisco, desejando invalidar a crítica ecológica contra um cristianismo “excessivamente antropocêntrico”, multiplica as insinuações animistas e panteístas que os tradicionalistas atribuem facilmente à heresia.

De acordo com essa ideologia, Deus não é mais exclusivamente o Ser que transcende o mundo. Deus, por outro lado, permeia um mundo natural imanente. Compreendemos nessas condições que “qualquer crime contra a natureza é um pecado contra Deus”, como afirma o pontífice.

Mas resta ver o que é um “crime” contra a “natureza”. Deveríamos reprimir todos os madeireiros e exterminadores de ratos como proto-terroristas que perseguem e matam em nome da erradicação do chauvinismo humano? O fato de alguns conservadores afirmarem ser parte dessa “ecologia integral” – que carrega em si as sementes da destruição da idéia ocidental – ilustra o escopo da vitória intelectual dos ambientalistas.

Este animismo explica a psicose em torno da sexta extinção em massa. A falta de rigor nesse discurso não deixou de ser levantada por cientistas que apontam a imperfeição de nosso conhecimento da biosfera, o número de espécies na Terra, sua tipologia e sua evolução.

Mesmo que o relato da extinção de milhões de espécies selvagens fosse perfeitamente correto, sua natureza antropofóbica é identificada pela recusa de seus propagadores em integrar essas evoluções em um cálculo de custo-benefício.

O  esplendor  e miséria do Antropoceno

Uma das poucas vozes audíveis para mitigar a convicção dos movimentos conservacionistas é a do Dr. Chris D. Thomas, especialista em biologia evolutiva da Universidade de York. Em  um livro publicado em 2017 , Thomas promove  uma visão mais otimista  da  nossa era antropocêntrica …

Revigorando a história que descreve o homem como coveiro da natureza, Thomas recorda pela primeira vez o papel histórico da humanidade no crescimento da biodiversidade através do comércio mundial em variedades de animais e plantas. Então, desenterrando um argumento bem conhecido pelos cientistas, os acadêmicos britânicos nos convidam a não esquecer que a extinção, longe de significar o fim do mundo, abre novas perspectivas evolucionárias que seriam inúteis para equivaler a uma degradação da biosfera.

Portanto, recomenda que o estado da biosfera seja totalmente subordinado à dinâmica do antropoceno e não o contrário. A única coisa que a humanidade teria deixado seria abandonar as espécies insuficientemente valoradas, que provavelmente não seriam domesticadas e incapazes de se adaptar às mudanças no ambiente ditadas pela sua prosperidade.

Pode este discurso racional triunfar sobre o animismo que a lei da selva está prestes a considerar acima do código civil? Ou temos que reconsiderar uma certa concepção do sagrado para relegar a existência humana?

Até que uma mente intrépida responda a essa pergunta, o clima intelectual antropofóbico persiste em alimentar palavras odiosas e medidas totalitárias contra a humanidade. Como os neo-malthusianos, que consideram o planeta superpopulado, os defensores do movimento ambiental multiplicam as comparações, equiparando a humanidade a um vírus que é estranho à natureza e que merece ser combatido. Portanto, não é de surpreender que algumas pessoas estejam começando a acreditar em sua palavra.

Assim, o político francês Antoine Buéno pode publicar sem qualificação – com um editor de primeira linha – um ensaio que apela à introdução de uma autorização para procriar. Quanto à organização ambiental do WWF, ela  arma e financia milícias  que cometem atos criminosos contra populações expropriadas de suas terras para o benefício das reservas naturais da África.

A ecologia política não é mais apenas o novo avatar do coletivismo totalitário. É o estágio lógico de uma amargura anticapitalista que, não contente em ter fracassado na transformação dessa natureza humana egoísta e vil do século passado, agora sonha em vê-lo desaparecer.(mises.org)





Consciência Nacional

9 07 2019
As verdades nunca contadas ou ocultadas sobre o 25 de Abril
As verdades nunca contadas sobre o 25 de Abril, a verdade histórica e factual.
«Algum tempo antes do 25 de Abril, constava a nível público que determinada legislação(1) criara um diferendo entre os oficiais do quadro permanente e os do quadro complementar, pelo facto de os primeiros se considerarem prejudicados nas promoções.
Um problema, como vemos, aparentemente, de natureza puramente militar que gerou, entre os que se consideravam prejudicados, descontentamento generalizado, como é perfeitamente compreensível. Este conflito deu origem como era natural a reuniões clandestinas de oficiais, certamente, a princípio, para discutirem o problema que os afectava e procurarem uma saída para a sua resolução.
Não surpreende que a partir daquele descontentamento, outros descontentamentos se lhe tenham juntado. Motivos não faltavam e no mundo da política há sempre quem esteja atento às oportunidades que possam servir os seus interesses, pelo que não custa a acreditar que o conhecimento deste descontentamento, aliás bastante público, tenha despertado a atenção dos inimigos, internos e externos, do regime vigente, para o seu possível aproveitamento.
Nas forças armadas não deviam faltar elementos comprometidos e simpatizantes com forças adversas ao Estado Novo, muito especialmente da política ultramarina seguida pelo Governo, que logo se devem ter aproveitado da oportunidade para se aproximarem do descontentamento desses oficiais, com espírito de colaboração mas com secretas intenções, estranhas, se não hostis, aos objectivos patrióticos [???] do Movimento.
Resultado de imagem para costa gomes vasco
A solidariedade destes novos descontentamentos vinha dar ao descontentamento inicial uma nova força transformando as reuniões clandestinas para resolver um problema militar, em empolgantes preparativos de uma revolta política.
Pensavam, com certeza esses oficiais, mas erradamente, que este alargamento numérico os iria beneficiar, mas o que aconteceu, porém, foi os seus iniciadores terem perdido, a partir daí, o comando do que quer que fosse e passarem a ser, sem o saberem, comandados por políticos escondidos atrás dos Melos Antunes e dos Costa Gomes, entretanto infiltrados.
Como sempre tem acontecido os militares iam uma vez mais ser traídos pelos políticos, fardados ou à paisana.
Esta facção estava atenta e bem apoiada na CIA e no KGB, dois poderosos instrumentos ao serviço do Projecto Global.
O Embaixador Fernando Neves, no seu livro “As Colónias Portuguesas e o seu futuro”, refere-se a um documento a que tivera acesso em que se preconizava, em relação a acções a levar a cabo em Portugal, “… elevar a formas superiores, e na base dos princípios do internacionalismo proletário, a luta no seio do exército colonialista português para a vitória das guerras de libertação dos povos africanos. O Exército colonialista deve ser minado pelo interior através de um trabalho de agitação e propaganda maciço que tem por objecto a organização da subversão nos quartéis”, o que, como é sabido, veio a acontecer.
Não, naturalmente, por excitação democrática da soldadesca, mas, como se vê, devidamente comandado.
Por outro lado, era igualmente do conhecimento público que interesses hostis aos nacionais, especialmente de matriz americana e soviética, se empenhavam havia muito e abertamente, em acções de vária natureza, com o objectivo de ocupar, com os seus interesses, o vazio que uma vez expulsos dos territórios, ali deixaríamos. Desta maneira acrescentariam alguns ricos e extensos territórios da África Negra ao seu impiedoso neocolonianismo, ao insaciável apetite dos grandes grupos económico-financeiros em jogo. Os portugueses que ali tinham nascido e ali viviam, de todas as cores e credos, apenas ficariam privados, segundo o seu frio ponto de vista, daquilo que havia 500 anos lhes tínhamos dado — uma nacionalidade e com ela uma convivência fraterna que nenhum outro povo europeu soube dar aos povos de cor.
Resultado de imagem para lourenço marques 1970
Por outro lado, com excepção da África do Sul, Angola e Moçambique apresentavam índices de crescimento económico e social sem paralelo com quaisquer outros territórios africanos, o que representava um verdadeiro escândalo mundial, devidamente propalado, com laivos de humana indignação, pela corte desses malvados da inteligência que durante décadas esconderam a realidade do regime soviético ao público ingénuo que os seguia, atrás do rótulo de intelectuais, o que lhes dava uma falsa autoridade ante os ignorantes.
Estas realidades transformaram as nossas províncias africanas num escândalo que não podiam tolerar, por pôr claramente em cheque os autores da libertação de muitos povos africanos e os governos locais por eles ali implantados contra-natura, para servirem os seus interesses, como está hoje à vista de todos os que não negam evidências, resultado de uma descolonização motivada por interesses exclusivamente económicos, totalmente estranhos a qualquer tipo de objectivo humanitário.
Promovida em nome da dignidade humana, esta cínica ironia, resiste, na mentalidade pública, mesmo perante a evidência de guerras fratricidas, da corrupção, da incompetência, da fome e das doenças em que conscientemente se lançaram impiedosamente milhões de indivíduos, por mero interesse económico e de poder, na selva política internacional.
A estes interesses, nada importam as destruições materiais e os milhões de mortos e de estropiados que, nestes últimos trinta anos, têm ensanguentado países como a Nigéria, Etiópia, Moçambique, Angola, Chade, Congo, Libéria, Sudão, Somália, Afeganistão, etc, por obra e graça dessa aliança diabólica entre os EUA e a Rússia. Chamam-lhe, para uso mental de tolos, opinião pública mundial.
Opinião pública mundial?
Melhor seria chamar-lhe canalha manipulada pelos grandes interesses mundiais, ou então, como Julien Green já lhe chamou, estupidez em acção.
Bastaria recordar que os governos africanos saídos desta descolonização comandada pelos altos interesses materiais e apoiada pela inconsciência pública e não pelos motivos humanitários proclamados, gastam mais de doze biliões de dólares por ano na importação de armamentos e manutenção das suas Forças Armadas — soma igual à que recebem das diversas fontes de assistência internacional.
Resultado de imagem para morte guerra em africa
Não se entra em conta com as mortes e as destruições resultantes da utilização destes armamentos, mas quem lhos fornece, entra, porque sem estas vítimas não os venderiam.
Para tentarem alcançar o seu objectivo, aquelas forças hostis a Portugal criaram e financiaram grupos de terroristas, sediados em bases situadas em territórios vizinhos aos das províncias, donde era fácil, dadas as extensas fronteiras, nelas se infiltrarem.
E passaram a chamar-lhes, cinicamente, movimentos de libertação…
O Senhor Dr. Freire Antunes, muito recentemente, em artigo publicado no jornal Diário de Notícias, diz-nos que, segundo René Pélissier, investigador da História Angolana, “a UPA não tinha, em 1961, uma estratégia nacional, mas uma estratégia meramente tribal para os povos de Bacong e Dembos”.
Não nos diz o Senhor Dr. Antunes, nem o Senhor Pélissier, quem financiou este grupo terrorista, mas sabem, com certeza, que foi especialmente a Fundação Ford sob o alto patrocínio dessa sinistra figura que foi a Senhora Eleanora Roosevelt, a mulher do Presidente que entregou metade da Europa ao goulag soviético.
A partir de todos estes auxílios e após muitos anos de luta armada sem conseguirem os seus objectivos — os grupos terroristas estavam na iminência de depor as armas — compreenderam que só com uma acção em Lisboa, conseguiriam alcançá-los.
A dificuldade, porém, com que tinham deparado, noutras tentativas fracassadas, era a de não terem encontrado, nem terem conseguido promover, um descontentamento, que é sempre o ponto de partida para qualquer acção de subversão política. Tinham tentado criá-lo, várias vezes, ao longo de anos, mas sem êxito. O aproveitamento do descontentamento entre os oficiais veio dar-lhes a oportunidade de, a partir dele, conseguirem em Lisboa o que não tinham conseguido com o terrorismo no Ultramar.
A oportunidade era, de facto, excepcional, não só pelos motivos iniciais apontados, mas principalmente pela consciência que todos tinham da necessidade imperiosa do País sair da grave crise em que se encontrava, resultante de não se ter dado ao problema do Ultramar a solução que se impunha de natureza política e não militar [???].
As Forças Armadas, por outro lado, estavam na sua quase totalidade, nos territórios ultramarinos. Na Metrópole estavam sobretudo generais na Reserva, oficiais instrutores e recrutas.
Resultado de imagem para spinola
Vejamos o que nos diz um órgão da imprensa estrangeira, sobre esta franja não operacional das Forças Armadas. “Resta apenas o problema da NATO: Spínola promove o contacto com o próprio Secretário da Nato, Joseph Luns, [através] de um dos seus amigos da Finança — o Director dos Estaleiros Navais Portugueses, Lisnave, Thorsten Anderson — que participa em Megève, França (de 19 a 21 de Abril) numa misteriosa reunião de importantes homens da política, da diplomacia e do mundo dos negócios internacionais reunidos num igualmente misterioso clube: o Clube de Bilderberg(2).
De 19 a 21 de Abril, Megève é zona vigiada pela polícia francesa como se o visitante fosse um Chefe de Estado. De facto, no Hotel Mont Arbois, propriedade de Edmond Rothschild, reúne-se a flor e a nata da política e das Finanças ocidentais. A reunião é discreta, à porta fechada: os jornalistas não falarão dela; mas é ali que será decidido o destino do mundo ocidental. Desde 1954, e do dia da primeira reunião no Hotel Bilderberg, na cidade holandesa de Oosterbeek, sob a presidência do Príncipe Bernardo da Holanda, que os homens mais influentes do Ocidente se reúnem anualmente para estudar a situação ‘política e financeira e estudar ou aprovar programas para o futuro’.
Bastam os nomes dos participantes daquele ano na reunião do Clube para que possa compreender-se a sua importância. São os seguintes: Nelson Rockefeller, Governador do Estado de Nova York; Frederick Dant, Secretário Norte-Americano do Comércio; General Andrew Goodpaster, Comandante das Forças Aliadas na Europa; Denis Healey, Ministro da Fazenda inglês; Joseph Luns, Secretário Geral da NATO; Richard Foren, Presidente da General Electric na Europa; Helmut Schmidt, Ministro da Fazenda alemão, actualmente chanceler, após a demissão de Brandt; Franz Joseph Strauss, definido como homem de negócios alemão; Joseph Abs, Presidente do Deutsche Bank; Guido Carli, Governador do Banco de Itália; Giovanni Agnelli, Presidente da Fiat; Eugénio Cefis, Presidente da Montedison e além destes Thorsten Anderson, homem de negócios português que sonda Joseph Luns sobre as possíveis reacções da NATO perante a possível mudança de regime em Lisboa.
A resposta de Luns, certamente positiva, vem a ser confirmada pelo comportamento, já citado no início, dos navios da NATO defronte da capital portuguesa durante as primeiras horas do golpe de Estado. A sua presença actuou como um silencioso dissuasor contra quem, entre os generais ultras, tivesse tentado opor resistência a Spínola. Os generais sabem da presença dos navios e sabem muito bem interpretar a sua saída de Lisboa na madrugada de 25 de Abril. É evidente que a NATO julga saber quem são os iniciadores do movimento, conhece o seu programa e aprova-o. A reunião do Clube de Bilderberg cumpriu os seus objectivos e neste momento Spínola tem o caminho livre”.
O Poder político, por outro lado, estava nas mãos de um homem fraco, hesitante e pressionado pelos que viam na Europa do mercado comum a solução para todos os problemas pessoais e nacionais, dominados por uma estranha mística de Terra Prometida, donde esperavam que um fácil maná viesse alimentar os seus apetites, insuficiências e vaidades. Para todos eles os territórios ultramarinos eram o único obstáculo à realização dos seus sonhos europeus. Muitas vezes me disseram que entre os marcelistas se afirmava que era preciso abandonar o Ultramar a qualquer preço. Não me surpreende que tenham vindo a desempenhar um papel de relevo na descolonização exemplar, como, impudicamente, alguém chamou ao vergonhoso e sangrento abandono do Ultramar.
Não me surpreende, na verdade, porque quando o chefe é fraco, tudo à sua volta enfraquece. Por isso mesmo não foi necessário derrubá-lo. Apenas caiu.
Resultado de imagem para revolução 25 de abril
“O estudo das diversas informações disponíveis respeitantes aos acontecimentos do 25 de Abril permite uma curiosa contagem dos efectivos humanos reais mobilizados no Movimento das Forças Armadas: entre 160 a 200 oficiais, incluídos os de Complemento, e um número não muito superior a 2.000 homens e tropas. A debilidade destas Forças, o seu escasso apetrechamento em material blindado e móvel e o facto de que na mobilização inicial apenas estiveram implicados os oficiais das classes incorporadas na conspiração, fazem suspeitar de que se contava com a falta de resistência do Estado.
Apesar da sua minuciosa preparação, a execução do plano do MFA deixou muito a desejar na prática. Cedo se tornou evidente a inexperiência ou deficiente preparação dos oficiais para tal tarefa. Não se providenciou o armamento mais conveniente e as posições perante os quartéis não comprometidos ou fiéis em princípio ao Governo, foram tomadas de modo bastante incorrecto. Nem sequer se procedeu a uma ocupação sistemática dos pontos-chave.
Na realidade, a situação de madrugada era objectivamente muito frágil para os sublevados. Diversas unidades, como o Regimento Motorizado de Lanceiros 7 e a Guarda Nacional Republicana, permaneciam fiéis ao Governo, que além do mais contava com todos os efectivos da Direcção-Geral de Segurança. Por outro lado a maioria dos efectivos da Aviação e da Marinha, permaneciam em absoluto silêncio. Uma acção enérgica do Governo teria arrumado completamente o MFA. Porque não se terá produzido? É este, outro dos elementos confusos deste golpe de estado.
Muito pouco tempo depois de conhecidos os efectivos dos sublevados e a sua distribuição na cidade, o Director Geral de Segurança pôs-se em comunicação via rádio com o Presidente do Governo refugiado no quartel da GNR, explicou a situação ao Prof. Caetano e informou-o da força real do MFA e das unidades afectas ao Governo ou que até então se não tinham manifestado e solicitou-lhe autorização para actuar, assegurando-lhe que a situação estaria dominada por completo até às 17 horas desse mesmo dia. No entanto o Prof. Caetano não lhe concedeu a autorização solicitada, desejoso, disse, de evitar derramamento de sangue. O Director Geral de Segurança insistiu com o Prof. Caetano por esse mesmo meio em mais duas ou três ocasiões, sem obter a resposta que ansiava. As conversações, emitidas por um posto de rádio de emergência da Direcção Geral de Segurança , puderam ser nitidamente captadas por um razoável grupo de pessoas, incluindo membros do Corpo Diplomático, através dos seus aparelhos de rádio normais. Foram também gravadas por um rádio amador que as passou de imediato para os oficiais do MFA. Essa gravação foi rapidamente levada ao Rádio Clube Português e outras emissoras que o MFA tinha sob o seu controle e ao longo de todo o dia a sua transmissão foi feita de modo ininterrupto.
Resultado de imagem para revolução 25 de abril
Ao tomar conhecimento da passividade do Presidente do Governo, as unidades que se mantinham fiéis, ficaram abatidas, e o moral dos ministros do Governo não implicados na conspiração e de outros sectores políticos e administrativos ficou abalado, ao mesmo tempo que as unidades de Aviação e da Marinha que se mantinham na expectativa dos acontecimentos decidiram incorporar-se no MFA”.
A má organização, a insuficiência de meios militares das forças que saíram para a rua, que mais pareciam bandos de arruaceiros do que forças disciplinadas, estão bem patentes em declarações do chamado estratego do 25 de Abril, o capitão Otelo, a um jornal espanhol, em que afirmou ter dado instruções aos seus subordinados para se renderem se encontrassem a mais pequena resistência.
Como se vê, a vitória do movimento não se deve, como é evidente, ao famoso estratego Otelo, pois é ele próprio a confirmar que não tinha a mais pequena hipótese de vencer se tivesse encontrado a mais pequena resistência.
Penso que, muito mais importante do que a contribuição deste ingénuo útil, foi, sem dúvida, a dada pelo Presidente do Conselho. Contrariando o que havia muitos anos estava estabelecido a nível do Estado, em caso de emergência, seria para Monsanto e não para o Quartel do Carmo que o Presidente do Conselho se devia ter dirigido. Quebrou, com a decisão tomada, a unidade do Governo, abrindo caminho a indecisões e interpretações que paralisaram qualquer hipótese de oposição à intentona que tinha saído para a rua com a face visível dos capitães e a invisível de interesses hostis aos nacionais.
Tive conhecimento, em Madrid, através de um oficial que na altura prestava serviço no Quartel do Carmo, que o Prof. Marcelo Caetano, logo que entrou, se dirigiu ao Gabinete do Comandante, que ocupou, dando ordens terminantes para que, em circunstância alguma, o interrompessem, tendo fechado a porta à chave. Esteve horas ali dentro, sem contactar com os ministros que o tinham acompanhado, até ao momento em que o General Spínola chegou ao quartel para o proteger de arruaceiros a soldo, que na rua o ameaçavam.
Soube depois, por outra via, que o Comandante Geral da Legião Portuguesa, General Castro, fora uma das pessoas por ele contactadas, tendo-lhe dado ordens para desarmar e dispersar o batalhão que estava no momento a ser municiado. É de presumir que tenha contactado outras entidades militares, dando-lhes instruções para não intervirem. Nesta altura ainda devia estar convencido de que o movimento se fazia a seu favor, o que lhe iria permitir libertar-se do Ultramar, ideia antiga que o obcecava e não conseguira até ali levar a cabo.
Resultado de imagem para revolução 25 de abril televisao
Mais tarde, em Espanha, viria a saber pelo Eng. Santos e Castro, que o Presidente do Conselho, quando o convidou para desempenhar as funções de Governador Geral de Angola, lhe dissera que ia com a missão específica de preparar, o mais brevemente possível, a independência do território, informando-o de que igual incumbência fora cometida ao Dr. Baltasar Rebelo de Sousa em relação a Moçambique.
Não tenho dúvidas de que na sua intenção estava a preparação de independências inspiradas no modelo da África do Sul.
Simplesmente o projecto do Professor não estava de acordo com o plano americano-soviético, aprovado na Conferência de Bilderberg, pelo que não passou de um ingénuo útil, mais um, a servir interesses hostis aos de Portugal.
Pelo que ficou dito poderá o leitor melhor avaliar da importância que certamente teve aquela reunião do Clube de Bilderberg na eclosão e desenvolvimento do 25 de Abril e sobretudo tomar consciência das vezes sem conta, quando insuficientemente informados, em que tomamos a aparência pela realidade. Por isso não deve ter sido difícil ao embaixador do CFR, Carlucci e seus ajudantes, aconselhar os nossos aprendizes de feiticeiro a seguir-lhes as sugestões de que dependiam os seus futuros políticos que talvez se possam reduzir a uma só: não façam nada que contrarie o projecto do Governo Mundial, porque nele está a Esperança e fora dele a Tragédia.
O Partido Comunista, por outro lado, o único com quadros bem preparados, apesar da massa militante ser de terceira categoria, o que o impediu de ir mais longe na destruição do País, conseguiu, no entanto, em curto espaço de tempo, ocupar posições-chave que lhe permitiram lançar a confusão generalizada, utilizando técnicas bem conhecidas dos especialistas na manipulação de massas.
Tudo estava bem estudado e planeado para preencher com a desordem, a intimidação e a arbitrariedade, o vazio do poder.
Surpreenderam-se muitos comentaristas da imprensa internacional que num País com uma História tão antiga e tão rica como a portuguesa, fosse possível a desordem manter-se durante tanto tempo e durante ela os portugueses assistirem impassíveis à sua auto-destruição, se não mesmo a aplaudi-la».
Fernando Pacheco de Amorim («25 de Abril. Episódio do Projecto Global»).
(1)13 de Julho de 1973, o Governo de Marcelo Caetano faz publicar no Diário da República a sua sentença de morte. Tratava-se de um simples decreto-lei, número 353/73, que permitia aos oficiais contratados pelo Exército para complementar o quadro de oficiais profissionais (Quadro Permanente, QP) aceder ao QP mediante um curso intensivo na Academia Militar.

O decreto-lei pretendia minorar a situação de falta de oficiais nas fileiras do Exército, a que havia conduzido a guerra colonial.

(2)Clube ou Grupo de Bilderberg é uma conferência privada estabelecida em 1954 para cerca de 150 especialistas em indústria, finanças, educação e meios de comunicação que fazem parte da elite política e econômica da Europa e da América do Norte, contudo ao longo das edições se confirmam a presença de chefes de estado, papas, etc. A denominação Bilderberg é devido ao Hotel de Bilderberg, onde realizou-se a primeira conferência, localizado em Oosterbeek, Países Baixos. O propósito inicial era a preocupação com o crescimento do antiamericanismo na Europa Ocidental, vendo na conferência uma possibilidade de promover a cooperação entre as culturas norte-americana e europeia em matéria de política, economia e questões de defesa.
Todas estas características do Clube Bilderberg fizeram com que teorias conspiratórias surgissem. Grupos de esquerda acusam de ser uma conspiração para impor o capitalismo, enquanto que direitistas conservadores denunciam como uma conspiração para formação de um governo mundial, acima das soberanias nacionais, com vistas à chamada “Nova Ordem Mundial”.







%d bloggers like this: